Jornal "O Liberal", Caderno "Polícia", Página: 02 - Em: 15.10.2011 - Para Melhor visualizar, clique na imagem acima. |
Jornal AMAZÔNIA: Marinor reage à nota da Amepa em defesa de magistrados
A senadora Marinor Brito (Psol) divulgou nota, ontem, um dia depois da Associação dos Magistrados do Pará (Amepa) tê-la criticado. Em entrevista coletiva na última segunda-feira, a parlamentar demonstrou indignação com a decisão da 3ª Câmara Criminal Isolada, do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJE-PA), que, no dia 6 deste mês, absolveu, por dois votos a um, o ex-deputado estadual Luiz Afonso Sefer. E afirmou que a absolvição havia sido "negociada". "Há várias formas de negociar. Não sabemos o preço de cada sentença".
Diz a parlamentar: "É de estranhar a posição de alguns juízes por não terem compreendido a indignação de uma mãe, cidadã e política paraense, que tem dedicado boa parte da sua vida na defesa de crianças e adolescentes que sofrem violência sexual". Ela afirma que, no exercício do seu mandato de senadora, "concedido pelo povo e afirmado pela justiça brasileira", defrontou "com a rapidez da realização deste julgamento, que coincidiu com a semana que antecede o Círio de Nazaré, ocasião em que a sociedade paraense está com suas atenções totalmente voltadas para este evento religioso".
Marinor diz que não generalizou sua crítica a todos os magistrados e muito menos à instituição. Mas afirma que, enquanto tiver voz, "não se calará diante de injustiças". A senadora considera a decisão da 3ª Câmara "um erro grave ao inocentar o ex-deputado de um crime bárbaro, fato que pode ser desanimador para denúncias de casos semelhantes". Ainda na nota, Marinor afirma que, ao mencionar a venda de sentença, se reportou ao conhecido caso da ex-juíza Rosileide Filomeno, que foi afastada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sendo colocada em disponibilidade - "infelizmente, ainda com vencimentos", observa.
A senadora também reafirma seu apoio "às sábias e ousadas palavras da ministra Eliana Calmon (corregedora do CNJ), que se referiu com duras palavras a parte da magistratura brasileira. Acredita que uma minoria de magistrados não pode macular a postura proba da maioria. Por isso é favorável a existência de controle externo sobre o Poder Judiciário, pois este é parte do sistema democrático brasileiro". Marinor diz que a sua indignação "espelha o sentimento de toda a sociedade paraense, que clama por justiça e pelo fim da impunidade".
E que, como senadora eleita, sob forte mobilização da sociedade brasileira em favor da lei da Ficha Limpa, não teria como não se indignar frente à decisão da 3ª Câmara Criminal Isolada. Por isso, a parlamentar reafirma que mobilizará todos os mecanismos legais "para fazer valer o sentimento de justiça que, felizmente, habita a grande maioria dos corações e mentes do nosso povo, muitos deles magistrados do Pará".
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