Esta ilustração que você vê aí em cima foi a Aoi Ito que fez, em tempo recorde (no Twitter ela assina com outro nome complicado, @_Kosmonavt). E é uma história real. Aconteceu comigo quinta à noite. Fui ao banheiro do meu quarto e, voltando, entre a cama e o guarda-roupa, vejo um escorpião. Vou repetir: um escorpião! Como a única vez na vida em que vi escorpiões foi no Inst
Meu quarto. Calvin ao fundo, cadáver de escorpião em primeiro plano.Lógico que joguei meu drama no Twitter –- e recebi muita solidariedade. Mas também vários alertas que me deixaram apavorada. Exemplo: disseram que esse escorpião era um fihote ou no máximo adolescente, e que agora devo procurar seus pais (e me falara
m pra procurar em lugares escuros, onde eles se esondem. Não parece filme de terror, quando o personagem bocó vai atrás do serial killer vilão, e ainda por cima no escuro?! Pô, se tiver um lugar escuro com chance de conter escorpiões, eu vou na direção oposta!). Também me disseram que um escorpião-preto mata uma criança em duas horas e, se for uma criança gorda, em 15 minutos (viu como obesidade mata? É que o pessoal que só quer nos ver saudáveis sempre diz! Falando sério, depois me disseram que os escorpiões amarelos são mesmo os mais perigosos). Outros disseram que gato come escorpião. Prefiro acreditar que eu salvei a vida do Calvin. Mais algum sugeriram eu comprar algumas galinhas (mais garantido que gatos no quesito "comer escorpião").Quando uma aluna me contou que um técnico de algum órgão sanitário foi à casa dela e lhe disse que Fortaleza vive uma epidemia de escorpiões, eu me senti melhor. Q
uer dizer, não é que só a minha casa (o meu quarto, mais especificamente) tá passando pelas sete pragas do Egito. Saber de tal epidemia me faz crer que encontrar um escorpião no quarto não é algo pessoal. Não é que alguém lá em cima não gosta de mim. Talvez não goste da minha cidade, sei lá, e eu só moro aqui (e esse ser devia ir à Prainha pra gostar mais de Fortaleza).Acho que depois dessa vou mesmo dedetizar a casa (o meu problema é onde deixar os gatinhos enquanto o ambiente tá tóxico).
Nosso escorpião fotografado bem de pertinho.Na noite desta tragédia que foi me deparar com um escorpião, a quem eu enfrentei heroicamente, e sozinha (maridão jogou xadrez a semana toda, e só chegava em casa depois da meia noite), o maridão viu o título do post do dia e perguntou: quem escreveu esse guest post? O escorpião? Pois é, porque o título era “Invadindo um espaço que não me pertence”. Pior é que o maridão já escreveu um guest post chamado “Lolinha e o escorpião”, porque ele usa essa gíria de séculos atrás pra dizer que sou pão dura miserável (essa te
Calvin pede exílio político anti-escorpião em gaveta do maridão.
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