Não sou nem um pouco supersticiosa, não ligo pra feriados, não levo datas e números muito a sério. Mas devo confessar que isso de hoje ser 11 de 11 de 11 mexeu comigo. Começou já no ano passado, quando foi 10/10/10. Pras outras datas importantes, do tipo 09/09/09, eu não dei atenção, talvez porque naquela época eu não estava no Twitter, e a data passou em brancas nuvens (como o Twitter serve pra nos lembrar dessas bossas!). Mas 11/11/11 é diferente. É muito mais especial qu
e 12/12/12. Sei que muita gente está destacando as 11:11 do dia 11/11/11, mas aí é um minuto só, e é mais produtivo falar do dia inteiro. Quer dizer, é?Por que se importar com uma data dessas? Será que no fundo somos todos numerólogos? (perdão a quem acredita nessas superstições, mas eu acho absolutamente ridículo acrescentar letras ao nome pra que o universo conspire a seu favor).
Acho que nosso fascínio por algo tão inútil não tem a ver com numerologia, e sim com o tempo que voa, com o efêmero. É triste saber que nunca mais presenciaremos um 11/11/11. Afinal, um número assim só se repetirá em 2111, e é bastante improvável que eu esteja viva até lá. É como aqueles eclipses. A gente não olha pra eles duas vezes até ouvir que o próximo será só daqui a cem anos. Aí sim o espetáculo do eclipse vira algo imperdível, por mais que não mude nossa vida em nada.
Não sei se você pensa nisso. Às vezes, na véspera do meu aniversário (em junho), eu penso: putz, nunca mais terei essa idade de novo. Porque eu só posso ter 44 anos e 190 dias uma vez. Então dá uma sensação de desperdício, de ter que fazer daquele dia algo
especial. E já ouvi falar que devemos viver cada dia como se fosse único -– esses papos de fazer cada dia valer a pena e tal. Mas é muita responsabilidade, não? "Make everyday count" deve dar um trabalhão (e parece história de americano).
Então vou tratar o 11/11/11 como se fosse mais um dia como outro qualquer. Um dia legal, cheio de atividades, feliz, mas longe de ser único.
Ou talvez eu prefira pensar que em 2111 estarei falando disso de novo.
Acho que nosso fascínio por algo tão inútil não tem a ver com numerologia, e sim com o tempo que voa, com o efêmero. É triste saber que nunca mais presenciaremos um 11/11/11. Afinal, um número assim só se repetirá em 2111, e é bastante improvável que eu esteja viva até lá. É como aqueles eclipses. A gente não olha pra eles duas vezes até ouvir que o próximo será só daqui a cem anos. Aí sim o espetáculo do eclipse vira algo imperdível, por mais que não mude nossa vida em nada.
Não sei se você pensa nisso. Às vezes, na véspera do meu aniversário (em junho), eu penso: putz, nunca mais terei essa idade de novo. Porque eu só posso ter 44 anos e 190 dias uma vez. Então dá uma sensação de desperdício, de ter que fazer daquele dia algo
especial. E já ouvi falar que devemos viver cada dia como se fosse único -– esses papos de fazer cada dia valer a pena e tal. Mas é muita responsabilidade, não? "Make everyday count" deve dar um trabalhão (e parece história de americano).Então vou tratar o 11/11/11 como se fosse mais um dia como outro qualquer. Um dia legal, cheio de atividades, feliz, mas longe de ser único.
Ou talvez eu prefira pensar que em 2111 estarei falando disso de novo.
No comments:
Post a Comment