Em Rondônia, greve já dura mais de dois meses. Docentes e alunos se unem e pedem afastamento do reitor
Déficit de professores, técnicos e a falta de uma estrutura física adequada, que inclui até banheiros e limpeza, constituem as pautas que fizeram com que, em meados de setembro deste ano, professores e alunos da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) entrassem em greve.
A universidade está parada há 49 dias e o prédio da Reitoria está ocupado pelos estudantes há 28. O que já dura mais de dois meses parece não ter prazo para se encerrar. As negociações estão emperradas.
Um professor que não quis se identificar entrou em contato com a redação da UNE e explicou detalhadamente o ocorrido. “Em resposta à paralização, na época, a assessoria da universidade afirmou que tudo ia muito bem, obrigado. Aos poucos, o movimento dos alunos e professores se transformou em um fluxo para o afastamento da administração atual, por entender que havia uma série de denúncias – em licitações, obras, recursos, fundação de apoio e concursos públicos – que precisavam ser tiradas a limpo. Não queremos melhorias salariais, apenas boas condições de trabalho e estudo”, avaliou.
A Universidade Federal de Rondônia tem 29 anos e 7 campi. A gestão do reitor José Januário de Oliveira Amaral, para a maioria dos grevistas que querem o seu afastamento, é marcada pela falta de pragmatismo e conselhos submissos. Muitas vezes, os professores necessitam comprar os equipamentos básicos para dar aula, e até brigar com colegas para ter acesso a uma sala de aula para lecionar.
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