Por Ed Wilson Ferreira Araújo
A colocação do senador João Alberto (PMDB) na secretaria de Projetos Especiais do governo Roseana Sarney (PMDB) provocou um discreto deslocamento nas peças do poder no Palácio dos Leões.
O chefe da Casa Civil Luís Fernando Silva, outrora uma figura de proa no governo, desapareceu do noticiário após a chegada de João Alberto.
Diga-se também que a nomeação de Alberto para o governo visou atender aos interesses da família Fecury (Clóvis) no Senado.
Mas o fato principal é o ofuscamento de Luís Fernando Silva. Durante todo o ano de 2011 o chefe da Casa Civil viajou o Maranhão a pretexto de realizar os seminários regionais de lideranças.
Luís Fernando reuniu prefeitos, colheu sugestões e sistematizou as demandas em um relatório para planejar o Maranhão. Tudo balela. Na verdade ele já estava em campanha para a sucessão de Roseana em 2014.
| Luis Fernando Silva: pequeno na foto, ele encolheu; secretário teve os interesses frustrados pelos caciques de seu próprio grupo político |
Dias depois o senador Edinho Lobão, filho do ministro das Minas e Energia Edison Lobão (PMDB), deu sucessivas declarações sobre a inadiável e inevitável candidatura do lobo-pai ao governo em 2014.
Após a refrega os ânimos acalmaram, o noticiário de Luís Fernando diminuiu, João Alberto negociou a greve dos PMs e Bombeiros e o Maranhão continua do mesmo jeito.
E pode piorar. Em 2014, com a máquina do governo em campanha e a Justiça cega, o candidato da oligarquia Sarney vai sair desse caldeirão descrito acima. Dificilmente perderá a eleição.
Ed Wilson Ferreira Araújo é Jornalista, mestre em Educação, professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Diretor de Formação da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (ABRAÇO-MA).
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