LEIA NA ÍNTEGRA O POEMA ‘PARALAXE HILSTIANA’ DA OBRA INÉDITA ODE TRISTE PARA AMORES INACABADOS DO POETA E JORNALISTA MARANHENSE FERNANDO ATALLAIA
Paralaxe Hilstiana
Para Jorgeana Braga, Miesha Tate e Viviane Araújo.
As fêmeas sob o sol descobrem a raíz de suas moradas
São fêmas desligadas
As gatas sob olhares nuas debruçadas queimam os Oculares
São gatas
E das bundas afiadas já se sabe
Nas praias rios mares ou fachadas
Desprendem-se dos laços da moral
A virgindade de cada pelo se lança no apelo de dedos que bronzeiam
Assim somente no estar de suas pernas é que a areia pode infiltrar-se
E esconder-se
| Miesha Tate:musa do MMA feminino, ela agora é massageada no corpo e na alma pelos versos do poeta |
A natureza de cada olhar
Sombra de biquínis tapando selvas majestosas
Fontes que pingam
Lâminas de carne ferindo o pulsar
Garganta secando salivas abundantes
Salivas abundantes que secam o furor de outras salivas
Águas rastejantes não molham tanto assim
Luz que sente seu lapso de escuros entre a paisagem de lábios desejosos
E que haja relvas lambendo lacunas iluminadas
Sons e declínio nos mares erógenos das paisagens
Fêmeas desesperadas a procura das chamas do prazer devora-lo
Há alcovas insinuando banheiros e quartos melindrosos
As gatas fêmeas inauguram brechas e umidade por onde Vão
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