Monday, May 7, 2012

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR:ELEIÇÕES 2012





A ‘ascensão social’ da Oposição e as lacunares ‘alianças políticas’ do Governo

Caminhando dentro do individualismo de uma representatividade que se quer oposicionista, os pré-candidatos a prefeito Júlio Filho (PC do B) e Arnaldo Colaço (PSB) patrocinam dissenção e separatismo. Do outro lado, Governo e lideranças da Situação não conseguem esconder suas vulnerabilidades nas pretensas alianças e ações.



Por Fernando Atallaia



Os pré-candidatos a prefeito Júlio Filho (PC do B) e Arnaldo Colaço (PSB) tem algo em comum: creem que podem chegar à prefeitura de São José de Ribamar. ‘Cada um por si e todos por um’, os políticos emergentes e imediatistas de uma ‘Oposição’ sem estrutura e capilaridade política no município, repetem cotidianamente as obtusas práticas do discurso fácil e politiqueiro. Aquele que bate as portas do eleitor às vésperas das eleições. E não abrem mão dos inflados ‘egos’ quando o assunto é tornar-se prefeito da terceira maior cidade do Estado do Maranhão.

Do outro lado, o grupo situacionista representado pelo atual governo, investe em ‘fatos’ e tenta imprimir uma imagem de estabilidade política a todo custo. Essa imagem, patrocinada pela suposta união partidária de legendas e ‘lideranças comunitárias’, guarda em sua origem alguns receios e temores internos: a gestão Gil Cutrim não conseguiu até aqui a independência e o fortalecimento que precisava para enfrentar o pleito de outubro. E humilhantemente ainda se agarra as premissas da gestão passada de Luís Fernando Silva.

Morando na Filosofia: Arnaldo Colaço acredita mesmo que será o próximo prefeito de São José de Ribamar


Factual. Mesmo navegando na ambiência midiática e publicista da ‘boa gestão’, a administração Gil Cutrim vem sofrendo baixas em vários setores e áreas importantes da administração pública. Nos últimos meses, as secretarias de Assistência Social e de Saúde protagonizaram escândalos de improbidade administrativa. Um prato cheio







para o discurso sensacionalista e afetado que alimenta os debates eleitorais, ou melhor, eleitoreiros em São José de Ribamar.

Ora, se a escorregadia e ilegítima Oposição, representada por Júlio Filho e Arnaldo Colaço não tem o que apresentar, o Governo tem feito um grande favor quando lhe pauta com atos administrativos duvidosos, questionáveis e comprovadamente reprováveis.

Por sua vez, os candidatos da patuscada oposicionista não tem em quem se apoiar. Não discutem o Social; não apresentam propostas à população; não evidenciam problemas e soluções; não identificam problemáticas e não estão presentes no dia a dia e reivindicações das comunidades do município. E nem tampouco em seu imaginário. Visam tão somente a ascensão social e a cadeira do Executivo como troféu. Dai o surgimento dos citados postulantes a prefeito nas sempre promissoras épocas eleitorais. E Só. O contraponto: a população ribamarense já vem enxergando com sobriedade tal fenômeno e promete dá o troco nas urnas.

Gil Cutrim:projeto de reeleição sendo afunilado por atos de improbidade administrativa do secretariado

Já a gestão Gil Cutrim caminha pasteurizada e mantem a rotina administrativa sob falhas gritantes, estas geridas por grande parte do secretariado do prefeito. Um secretariado engessado, burocrático e mantenedor de desserviços ao projeto de reeleição do titular do Executivo. Nas elucubrações políticas para outubro próximo tais características administrativas (desastradas e desastrosas!) podem vir a fazer a diferença nas urnas e/ou pelo menos visibilizar a vulnerabilidade pela qual passa a gestão Cutrim na cidade balneária. O eleitor do município foi posto contra a parede: tem de conviver com os passos de uma ‘Oposição’ conceitualmente pífia, titubeante e anedótica (risível) ao passo que não espera nada de um Governo embaraçado, continuísta e nada inovador.
A celeridade nos ‘propósitos sociais’ de ambos os lados aponta para uma única realidade: a tomada do poder ou a continuidade n(d) ele: A Oposição mostra a cara ‘irritadiça’ contra a prefeitura e o Governo da prefeitura busca manter-se de todas as formas onde já estar. Se veem em suas fragilidades mutuamente e o eleitor do município, nesse ínterim, paira sob as dúvidas de quem irá eleger no pleito deste ano. Um imbróglio e meio. Tanto a Oposição quanto o Governo Gil Cutrim não deixam alternativas. O eleitor/morador ribamarense está confuso e decepcionado. E o pior: não há uma terceira via.





Fernando Atallaia foi repórter-correspondente dos jornais Tribuna do Nordeste, Extra, A Tribuna e A Tarde de 2005 a 2010 em São José de Ribamar. Editor de Cultura da extinta revista Caminhos do Maranhão, foi colunista dos Jornais Portal do Maranhão, Tribuna Popular Luminense, A Tarde e Jornal Pequeno (Suplemento JP Turismo). Atualmente é o atual editor-chefe e publisher do blog oficial da Agência de Notícias Baluarte-ANB Online. Além de jornalista, também é cantor, compositor, músico e poeta. Prêmio Estadual de Poesia do ano de 2002, promovido pela Universidade Federal do Maranhão-UFMA, Fernando Atallaia tem três livros inéditos, dentre os quais se destaca o aqui postado Ode Triste para Amores Inacabados, de poemas.




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