Saturday, April 7, 2012

GUEST POST: VIZINHO QUE MATA ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

Problemas com vizinhos são constantes, e praticamente todo mundo que tem vizinhos já teve algum tipo de problema com eles. Mas o que fazer quando uma pessoa é defensora de animais, e seu vizinho decide ameaçar e até matar os bichos dela? Algo do tipo aconteceu com uma amiga minha de Joinville, que teve alguns de seus gatos envenenados e mortos (e como é horrível ver um gato morrendo envenenado!). Ela sabia quem era o vizinho que estava cometendo esse crime, mas não tinha como provar. Então ela decidiu colocar bilhetes anônimos nas caixas de correio de todos os vizinhos, dizendo que aquele vizinho era um assassino cruel de animais, que estaria cometendo um crime ambiental, e que todos deveriam ter cuidado com seus bichos, porque havia um serial killer entre eles. Por sorte, ela vivia numa vizinhança em que matar animais não era socialmente aceitável, e aquele vizinho passou a ser muito mal visto por todos. Ele acabou se mudando (não estou recomendando que alguém faça isso, só contando o que minha amiga me contou).
São poucas as histórias que têm final feliz. Outro dia li que a vida média de um cão domiciliado no Brasil é de irrisórios três anos de idade. Imagine: três anos de vida para cães que têm a sorte de ter casa e comida! É absurda a forma como tratamos nossos animais. Trate bem os bichinhos, e denunciem sempre que algum animal seja vítima de maus tratos. Fiquem com o relato da Carla.

Eu me chamo Carla e estudo Letras na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Resgato animais das ruas para cuidar, dar carinho, alimentação, entre outros cuidados especiais -- cuidados estes que todo animal merece e deve ter por direito. A questão deste texto é que há algum tempo meus animais vêm sofrendo violência através de um vizinho. Ele vem ameaçando envenenar os meus cães. O motivo? Eles ''latem demais'' (estranho seria se miassem). Este mesmo vizinho já possui um péssimo histórico de crueldade contra animais. A penúltima cadelinha que ele trouxe da rua, ele acorrentou e espancou durante aproximadamente vinte minutos. Quando estava nos seus dias de ''mau humor'', ele chutava a pobrezinha. A última cadela vivia solta pelas ruas, em péssimo estado: suja, doente, com fome. Por diversas vezes dei-lhe ração aqui na porta da minha casa. Por fim, a Princesa (como ironicamente a nomearam) morreu no meio da rua, magra de fome.
Na semana passada o pior aconteceu: um dos meus gatos foi assassinado a pauladas por esse vizinho que, ainda não satisfeito, jogou o corpo em meu quintal. Minha mãe viu o ato, e no dia seguinte, fomos à polícia e registramos tudo. Mais tarde, para completar o roteiro, ocorreu uma enorme discussão entre ele e minha mãe. Ele disse com todas as letras, em alto e bom som, que iria ''dar uma coça" nela.
Acreditamos, porque algumas vezes, infelizmente, ouvimos insultos e gritos de sofrimento, pois ele agride sua própria mulher. Quem é cruel com animais quase sempre é cruel com humanos também.
O autor de todo esse mal constante cometeu dois crimes: o primeiro crime que está sob a Lei Federal nº. 9.605 de 1998 (Crime Ambiental) e o outro crime que está sob a Lei nº. 11.340 de 2006 (a famosa Lei Maria da Penha).
Estamos lutando para que ocorra justiça. Felizmente, temos o apoio de um delegado da DEAM (Delegacia da Mulher), que até está sendo gentil com o nosso caso. Mas eu quero resultados rápidos. Ontem, cheguei em casa e a Margot, um outro filhote que eu havia pegado da rua para cuidar, foi roubada da minha varanda. Até quando?
Agora terei que colocar grades na minha varanda para que meu sofrimento e toda essa covardia acabe. Não irei me amargurar, pelo contrário, agora mesmo é que irei defender com unhas e dentes o direito desses seres que nos enchem de orgulho e ao mesmo tempo de vergonha, pois conseguem ser bem melhores do que alguns humanos que encontramos por aí.

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