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Thursday, May 31, 2012

JOÃO PESSOA, AQUI VOU EU

Pessoas queridas de João Pessoa, como eu disse no domingo (e fiquei de passar maiores informações), segunda-feira estarei aí para uma palestra. Será apenas minha segunda vez nessa cidade fantástica. Portanto, aceito paparicações pra me levar pra conhecer um tiquinho do lugar. Se vocês quiserem, podemos almoçar junt@s na segunda. Não terei muito tempo, pra variar.
Minha palestra será dia 4 de junho, no Auditório do edifício-sede dos Correios  na Paraíba (BR 230, KM 24, 1° andar, Cristo Redentor). O tema é A Representação da Mulher na Mídia. Será às 15h30, que não é um horário ideal, eu sei, mas é que a palestra é principalmente pr@s funcionári@s dos Correios, e faz parte de um projeto de Empoderamento Feminino na empresa, uma ação regional ligada à política nacional dos Correios de promoção da equidade de gênero, raça e orientação sexual (demais, hein?). A organização do evento reservou trinta vagas para pessoas de fora, e tem gente se inscrevendo. Portanto, se você quiser assistir (é grátis), apresse-se (parece arrogante dizer isso, alô pessoal que diz que eu afasto interessad@s do feminismo, mas minhas palestras têm lotado) e envie um email para ascom-pb@correios.com.br
Minha agenda é corrida. Chego domingo depois da meia noite, dou palestra às 15:30, volto pra Fortaleza (via Salvador) às 4:40 da matina de segunda pra terça. E claro que preciso trabalhar no computador, escrever um artigo, preparar aula. Mas, como ficarei no que parece ser um ótimo hotel em Cabo Branco, vou dar um pulinho na piscina e quem sabe atravessar a avenida pra falar oi pro mar (nessas horas eu queria muito que o maridão pudesse viajar comigo, chuif). Mas acho que mais ou menos no horário de almoço e jantar de segunda, estarei livre.
Vou levar cinco exemplares do meu livro recém-lançado (os únicos que tenho comigo) pra, se alguém quiser comprar, eu já dedico na hora. Algum dia -– tenho fé -– anuncio a noite de autógrafos em Fortaleza e o jeito de comprar o livro pelo correio. O que eu queria é que a editora mandasse quase todos os livros pra mim, e aí eu me encarregaria de vendê-los. Porque fica difícil vender livros sem um site, né?
Aproveito pra dizer que amei a noite de autógrafos em SP no dia 21, o evento na USP no dia 22, o evento na Unicamp na segunda... Todo mundo me trata com muito carinho. É sempre bom trocar ideias com vocês pessoalmente. Obrigada, me sinto amadona!

Monday, May 21, 2012

JÁ JÁ

Pessoas queridas de São Paulo, não se esqueçam do lançamento do meu livro, daqui a pouquinho, na Livraria da Vila, na Vila Madalena. E, amanhã, às 10 da manhã, do grande evento feminista no Direito da USP. Vejo vocês lá.

Sunday, May 20, 2012

E SE HOUVER LANÇAMENTO DO LIVRO AMANHÃ E NINGUÉM APARECER?

Nunca vi o filme Suppose They Gave a War and Nobody Came (que em português ganhou o título de Vamos Fazer a Guerra?), mas adoro o nome. É assim que eu tô me sentindo às vésperas da minha noite de autógrafos: Imagine se eles fazem o lançamento de um livro e ninguém vem? Será amanhã, das 18:30 às 21:30, na Livraria da Vila, em SP. Pior é que nem sei se vai ter salgadinho. Porque, se tiver, e ninguém vier, os salgadinhos serão bem aproveitados.
Este livro é bem inesperado pra mim, e tem muito a ver com o blog. A ideia toda de publicar um livro com algumas das minhas crônicas foi da Liris, que comentava assiduamente nos primórdios do blog, em 2008. Eu lembro dela matutando sobre qual curso iria seguir, lembro dela passando no vestibular, e já já vou ficar sabendo da sua colação de grau em Comunicação Social pela USP, com habilitação em editoração (é um curso que só existe em três universidades em SP. De pública, no Brasil todo, só na USP, na UFRJ e na UFSM). É muito emocionante saber tudo isso de alguém que você não conhece pessoalmente. 
Bom, lá por 2009, não sei ao certo, a Li me enviou um email perguntando se poderia publicar um livro meu sobre crônicas de cinema. Minhas crônicas estavam paradonas no blog, sem ir a lugar nenhum mesmo, então é claro que eu disse claro. Depois disso a Li fez praticamente tudo. Ela selecionou o que considerava minhas melhores crônicas e sugeriu dividi-las em categorias (uma delas, por exemplo, é Dilúvio, ou seja, filmes que me fizeram chorar de inundar as salas de cinema), e pediu pra eu escrever um capítulo de introdução pra cada categoria, contextualizando as crônicas e os filmes. Eu pedi pra mudar algumas crônicas, disse que eu gostava daquela, dessa não (óbvio que a de Senhor dos Anéis, que em 2002 me rendeu mais de cem emails rábidos, tem que estar no livro). 
A Li queria também que o maridão, presença tão frequente nos textos e na minha vidinha, escrevesse uma apresentação, mas expliquei que seria mais fácil o mundo acabar este ano. Finalmente, acho que consegui forçá-lo a redigir umas três ou cinco linhas sobre o prazer que é estar ao lado de uma pessoa tão delicada e meiga como eu faz tanto tempo (em agosto serão 22 anos junto). O livro está dedicado a essa minha paixão. Infelizmente, porque ele trabalha e porque é caro ir pra SP por um dia e porque somos pão duros miseráveis, ele não estará amanhã no lançamento. Mas, com sorte, minha mãe, La Mamacita, dará o ar de sua graça (por coincidência, calhou da noite de autógrafos coincidir com sua viagem pra ver minha irmã e sobrinho). Se eu fizer um lançamento em Fortaleza, é quase certo que serei capaz de arrastar o maridão.
Mas, falando assim, parece que foi tudo fácil. Parece que a Li não teve que cobrar várias vezes os tais capítulos introdutórios, que só sairam aos 45 minutos do segundo tempo, pra variar. Devo toda a publicação do livro a Li, que me escreveu esses dias: “Desde que eu inventei de cursar editoração eu quis publicar seus textos. Eles têm um valor muito grande para se resumirem à efemeridade de jornais ou à alta rotatividade da internet. Você não imagina o quanto eu fiquei contente e empolgada quando você aceitou ser minha cobaia. Essa semana fui a uma entrevista de emprego e levei o livro como portfólio, e o entrevistador gostou muito. É uma sensação de realização que eu não senti nem quando passei no vestibular, numa turma de apenas 15 vagas”.
Obrigada, Li querida! Espero que pelo menos você esteja lá amanhã. A gente divide os salgadinhos. Se houver (e brigadeiro, alguma chance?).
Não preciso nem dizer que, continuando nesse ritmo de não encontrar tempo pra ir ao cinema, meu próximo livro será sobre feminismo.
Ah, acabei de saber que o preço do livro será de 22 reais. E amanhã, no dia do lançamento, sairá por uma verdadeira pechincha: apenas R$ 11! (falei pro maridão, e ele disse: "Uau! Por que você não compra um?"). E com direito a um livro rabiscado (tentem entender minha letra).
Na terça, dia 22, às 10 horas, estarei num super evento do Centro Acadêmico XI de Agosto, do Direito da USP. Eis a página no Facebook e o cartaz atualizado (a deputada Manuela D'Ávila estará lá também, e acho que será a primeira palestra da Letícia, do Cem Homens; olha a emoção!). Quanto a este evento sobre feminismo, não estou preocupada que ninguém apareça, porque acho que vai ficar cheio mesmo. É imperdível, gente!
E minha agenda segue assim, frenética. Volto pra Fortaleza terça mesmo, já que tenho montes de aulas esta semana (e eu adoro lecionar e evito ao máximo cancelar aulas). Aí domingo (27/5) à noite vou pra Campinas. Vai ter um evento muito bacana na Unicamp no dia 28, quer dizer, já na outra segunda-feira. Vou pedir a ajuda inestimável de vocês num post de terça.
E no dia 4 de junho, ainda não falei pra ninguém, estarei em João Pessoa. É pruma palestra nos Correios, e não sei se será aberta ao público. Mas se alguma paraibana ou paraibano bonitão quiser me mostrar a cidade (será a segunda vez da minha vida aí. A primeira foi três dias de férias com o maridão em janeiro. Amei João Pessoa, se deixar eu me mudou praí), creio que terei mais tempo livre que em SP ou em Campinas.
Por enquanto é só, pessoal. Como sempre, minha vida é um livro aberto. Entrem sem bater.

Sunday, May 13, 2012

VOCÊS ESTÃO CORDIALMENTE CONVIDAD@S

Querid@s, venho aqui fazer algumas propostas indecentes. Uns convites. Domingo que vem eu falo mais. Por enquanto é só um aperitivo.
Segunda que vem que vem, dia 21 de maio, a partir das 18:30, estarei passando frio (não tenho mais roupa de inverno) aí em SP, mais especificamente na Livraria da Vila, em Pinheiros, para lançar meu livro de crônicas de cinema. Por favor, pessoal de SP, como não quero entrar pra história como a autora da noite de autógrafos mais deserta de que se tem notícia, apareçam lá. Ainda não sei quanto vai custar o livro ou como faz pro povo que não é de SP comprar o livro. Ainda nem peguei o livro com as mãos, publicado pela editora da USP. Mas sei que escrevi vários textos inéditos e que o projeto gráfico ficou ótimo. (Tem uma página no Facebook sobre o lançamento).
Este não é meu primeiro livro. Na realidade, é o meu segundo, porque quando eu tinha 19 anos eu publiquei um livro de poesias, Preencher os Silêncios. E eu lembro bem da noite de autógrafos (não tenho mais fotos do livro, mas tenho da noite de autógrafos. Essa sou eu com 19 anos. Falando com meu querido amigo Betinho). Um monte de amig@s compareceram, e a noite foi loooonga, porque eu cismei de escrever as dedicatórias mais compridas na história da humanidade. Felizmente, agora não sei mais escrever (à mão!), então espero que as dedicatórias sejam mais curtinhas.
Vou querer fazer uma noite de autógrafos em Fortaleza também, mas ainda não sei quando nem onde. Talvez em junho, próximo ao meu aniversário? Eu aviso.
No dia seguinte, 22 de maio, às 11 horas, haverá um grande evento organizado pelo Centro Acadêmico XI de Agosto (Direito da USP), Combate à Violência de Gênero: Avanços e Conquistas, e vai contar com a minha presença e a de outras feministas, como a de representantes das Católicas pelo Direito de Decidir, da SOF (Sempreviva Organização Feminista), do Coletivo Feminista Dandara, e... da Letícia, do Cem Homens! Finalmente vou conhecer a Letícia pessoalmente! Pessoas, não faltem, que acho que vai ser muito, muito bacana! E estou muito honrada por essa oportunidade.
Dia 28/5 estarei na Unicamp. Vou inclusive precisar da ajuda de vocês. Durante a semana eu explico melhor. Gente de Campinas, aqueça os tamborins!
E esta quarta agora, dia 16, das 14 às 17 horas, convido a galera de Fortaleza a comparecer a um evento de literatura americana contemporânea que nós da UFC estamos organizando (clique para ampliar). Teremos a presença de quatro escritor@s que andam fazendo sucesso nos EUA: Alan Heathcock, Cornelius Eady, Mary Ruefle, e Alison Deming. Eu estarei lá como mediadora. Inscrevam-se: é grátis.
Bom, gente, é isso. Numa das últimas vezes que estive em SP num evento aberto, alguns de vocês reclamaram que o campus da USP era longe, que era horário de trabalho e tal. Agora não tem desculpa! Ou vocês vão a Pinheiros à noite, ou ao centro de manhã, ou aos dois (aos dois! Aos dois!). Venham, me abracem, se apresentem, tirem fotos, tragam chocolates, essas coisas que vocês costumam fazer tão bem. Vejo vocês lá.

Sunday, April 22, 2012

DE CIMA PRA BAIXO

Pessoas queridas, discorram sobre o assunto do momento: a capa da Veja, que muitos vêm chamando de eugenista por ela supor que o suprassumo da civilização é o homem alto... que, evidentemente, está bem longe de ser o protótipo do brasileiro.
E claro que a Veja, revista campeã em vender dietas fajutas, não podia apenas opor um homem alto a um homem baixo. Não, o homem baixo tem também que ser gordo!
Já vi várias pesquisas (não conseguirei citar nenhuma agora) que mostra que os altos recebem salários maiores que as outras pessoas. E que os salários dos gordos são sempre piores. Mas isso, pra mim, é uma das provas de que a gordofobia existe, e é bem fortinha. Acho incrível como o mesmo pessoal que adora zombar de gordos nega veementemente que qualquer coisa parecida com gordofobia exista...
Gostaria de ficar aqui e papear com vocês, mas daqui a pouquinho pego avião pra Salvador. De lá vou de ônibus pra Jacobina, que fica a uns 330 km da capital. Pensei que seria mais próximo. Vou sair daqui de Fortaleza às 14 horas e só chegar em Jacobina perto da meia noite! Amanhã e quarta darei um minicurso e uma palestra na Universidade do Estado da Bahia (UNEB). E as duas coisas serão em inglês! Pena que o tempo será corridíssimo. Duvido que sobre alguma horinha pra conhecer cachoeiras e quetais...
Terça bem no final da noite estarei de volta, pronta pra dar um monte de aulas na quarta, já de manhã. Tem posts programados pra todos os dias. Espero que vocês gostem do de amanhã. Abraços e até breve!

Sunday, April 15, 2012

SOBRE INSEGURANÇAS, OVOS E TOMATES

Um dia antes da minha palestra no Rio, recebi um email de uma leitora querida. Apesar da boa intenção da moça, esse não é o tipo de mensagem que você manda pra alguém antes de uma palestra. Ela contava que havia muitas pessoas que me odiavam, que inclusive me conheciam pessoalmente (no Rio? Impossível! Fazia mais de vinte anos que eu não pisava lá), que eu era uma ególatra (acertaram a rima, pelo menos: chocólatra), e que eu havia negado apoio pra alguma causa delas (outra mentira –- nunca recusei nada, faço o melhor pra ajudar, divulgo no twitter, publico guest post, só que infelizmente tem vezes que eu, completamente sem tempo, não consigo responder emails). Respondi pra querida leitora que é assim mesmo, que não se tem controle sobre o ódio dos outros, e que, à medida em que se vai ficando mais conhecida (sendo que não tenho nenhum devaneio acerca da minha fama: sou uma sub-sub-sub-celebridade, lida por um grupinho de pessoas na internet), a gente ganha admirador@s, mas também ganha desafetos. Normal. Não vou deixar de escrever ou de dar aulas e palestras ou de fazer tudo que eu quiser fazer porque tem gente que não vai com a minha cara, né?
Mas pouco depois recebi dois tweets, quase ao mesmo tempo, ultra meigos: um de um rapaz que escreveu “Owww querida, te vi pela primeira vez no vídeo do debate com o Lobão. Te achei tão fofa! :D Daquelas que da vontade de abraçar!” (eu respondi que pessoas gordas são realmente abraçáveis, e é verdade –- pergunte pra uma criança se ela não adora abraçar gente cheinha), e de uma moça que disse: “Sonho: a Lola palestrar lá na minha faculdade e eu poder dar nela um grande abraço de agradecimento por tudo que ela me acrescentou”.
Ah, fiquei muito feliz e decidi contar pro maridão, já que eu havia lido o email da leitora pra ele também. Sobre o primeiro, do rapaz querendo me abraçar, o maridão gritou “Sai pra lá, Mané!”. Sobre o segundo, ele só fez “Ahhh”. Aí seguiu-se este diálogo:

- Viu como tem gente que gosta de mim?
Ele, olhando pro gato Calvin: - Claro que tem, minha flor.
- Eu vi você olhando pro Calvin. E o Calvin pode não ser gente, mas ele vale mais que muita gente. Tô ansiosa, amor. Você acha que vão jogar tomates em mim lá na UFRJ?
- Com o preço que tá o tomate?! Pode esquecer.
- E ovos? Podem jogar ovo em mim?
- Ovo tá mais caro ainda! Tomara que joguem ovos! Leva uma sacolinha pra recolher alguns.

Claro que correu tudo muito bem na UFRJ, conheci pessoas incríveis, fiz contatos acadêmicos importantíssimos, e ainda ganhei brownie e desenhos. Mas na véspera eu tava carente e insegura (talvez porque ainda não tivesse acabado de preparar minha apresentação).
Se ano que vem alguém me convidar pra dar uma palestra na páscoa, espero que vocês joguem uns ovinhos de chocolate em mim, tá?

Sunday, March 18, 2012

OS MUITOS CARINHOS QUE RECEBO

Hoje estou me sentindo praticamente de férias, já que passei os últimos dois finais de semana preparando palestras e viajando. Claro que tenho um monte de coisas pra fazer, inclusive responder uns duzentos emails (sem brincadeira). Desculpem não estar respondendo emails, gente. É que às vezes não dá tempo mesmo.
Bom, os últimos dois lugares que visitei foram ótimos. E queria deixar umas fotos que vocês me mandaram, só pra registrar. Dias 5 e 6 de março estive no Rio, pra uma palestra na UFRJ sobre estereótipos de gênero na mídia brasileira, e uma aula inaugural sobre educação, gênero e blogs, também na UFRJ, mas no Centro de Tecnologia. Praticamente não tenho fotos da aula, que foi muito interessante, durou quatro horas... mas senti uma certa resistência d@s participantes, quase todos coordenador@s pedagógicos. Só quando estava preparando esta aula é que me toquei que, na minha graduação em Pedagogia, não tivemos uma só discussão sobre gênero, sobre como meninos e meninas são tratados de forma diferente numa sala de aula (e fora dela também, óbvio), de como segregamos os gêneros nas filas e nas brincadeiras, de como escolhemos nossas profissões, do porquê de 90% dos profissionais no ensino fundamental serem mulheres. Não é incrível? Nunca falamos disso. Pelo jeito, esse silêncio é constante não só nos cursos de Pedagogia, mas em todos. A gente passa a graduação inteira fingindo que a divisão em gêneros é algo que não existe, que não afeta profundamente a cada um de nós -- em todas as áreas.Muitas leitoras maravilhosas vieram falar comigo depois da palestra

Esse é um dos motivos que venho adorando dar todas essas palestras. Pra algumas pessoas, é a primeira vez que pensam no assunto. Pra outras, o tema é objeto de estudo. Sempre rende muita discussão, uma discussão saudável e inteligente, mesmo quando acalorada (e é como eu disse pra uma leitora querida no Twitter: na vida real não existem trolls nem haters. Todo mundo é super educado, até nas discordâncias. Que é, claro, como deveria ser). Sala lotada na palestra da UFRJ (Janaína em primeiro plano)

Gostaria de por legendas e identificar cada pessoa nessas fotos que vocês me mandaram, mas minha memória pra nomes é péssima. Também queria dizer que ainda é muito estranho pra mim ser tão paparicada, ter fãs confess@s, tirar fotos, ganhar chocolates e brownies e lindos desenhos. Mas não vou dizer que não gosto, né? Quemo gosta de ser abraçada com o maior carinho?Lindos desenhos que Lidia e Ines (foto acima) fizeram pra mim. Obrigada, fofas!

Também é bem esquisito que o pessoal realmente lote as salas pra me ouvir falar. Foi o que aconteceu na palestra na UFRJ, com essa gente linda das fotos (sempre me impressiono como todas minhas leitoras e leitores são lind@s). Depois a diretora de um CIEP (sabem os famosos Brizolões?) me convidou pra falar lá. Quem sabe isso se concretiza até o final do ano...Essa moça ultra-competente do meu lado é a Amana, professora de Psicologia da UERJ. Ainda espero trabalhar muito em conjunto com ela e com a Susana, da Filosofia da UFRJ. Fui convidada, e aceitei correndo, para entrar no grupo de pesquisa delas!

Eu não pisava no Rio desde 1991, e não me lembrava de muita coisa. Fiquei encantada com a cidade, com os campi universitários, com as pessoas, com tudo. Eu na FDF entre futuros advogados -- de esquerda!

Domingo passado eu viajei pra Franca, SP, e fiquei lá até terça. Adorei também. Parece que foi a primeira vez que a Faculdade de Direito de Franca, uma das mais conceituadas do Brasil na área, conseguiu eleger uma chapa de esquerda para seu diretório estudantil. E como o centro quer incentivar a criação de um coletivo feminista, um coletivo LGBTTT, um coletivo negro, uma das alunas, a Nickole, teve a ideia de me chamar. A faculdade não costuma ter muitas palestras sobre assuntos não relacionados com Direito, mas quer saber? Fui muito bem recebida. Numa cidade, numa faculdade e numa área tidas como conservadoras, ideias feministas foram debatidas e aceitas. Como eu não ficaria feliz?
No dia seguinte dei uma palestra na Unesp, também em Franca. E também foi ótimo. Lá conheci alun@s de várias áreas. E tod@s cheios de entusiasmo, com muita vontade de mudar o mundo mesmo.
Gostei muito da cidade em si. Tranquila, bonita... Comprei um par de sapatos lá. E comi o bife JK, um prato tradicional criado na década de 50, quando o então presidente do Brasil foi a Franca. É só carne a milanesa com presunto e queijo (não parmegiana) e vários acompanhamentos, mas é muito gostoso.Nickole, da FDF, eu, e Jessica, da Unesp, na Faculdade de Direito de Franca

Também foi bacana que uma equipe de filmagem foi lá me entrevistar. Os quatro simpáticos rapazes estão fazendo um documentário (deve ficar pronto em maio) sobre os limites do humor. Conversamos durante duas horas. Eles haviam ido ao Rio na semana anterior pra filmar a palestra, e agora querem que eu vá a SP assistir a um show de stand up comedy pra registrar minhas reações. Imagina eu lá, jogando uma cadeira no palco toda vez que um gênio do humor chama um negro de macaco!
Além de todos esses cafunés que ando recebendo, fiquei muito feliz que meu ex-orientador de doutorado pela UFSC (e que acaba de lançar essa bela tradução da peça de Shakespeare Péricles, Príncipe de Tiro) indicou meu nome para um congresso internacional sobre Shakespeare, que será realizado em agosto na Inglaterra. Ainda não fui e nem sei se serei convidada, e, se for, não sei se irei, porque os convidados precisam pagar tudo do seu próprio bolso, mas me senti honrada com a indicação, porque é um congresso fechado e até agora só uns quatro ou cinco brasileiros já participaram de alguma edição. E meu orientador conhece uma multidão de estudiosos pra poder indicar.
Ontem vi que saiu um livro fantástico, que vocês podem por enquanto ler em PDF: é O Direito Achado na Rua, Vol. 5 - Introdução Crítica ao Direito das Mulheres, publicado pela UnB. No meio de um monte de artigos incríveis escritos por referências nacionais (tô ansiosa pra ler tudo), tem lá, perdido, um textinho desta que vos fala.
E já falei que vai sair um livro de crônicas de cinema minhas publicado pela Editora da USP, né? Pois é, ainda este semestre, espero. Vamos ver se teremos noite de autógrafos pra eu abraçar mais um montão de gente. Eu aviso.
Ah, quinta começa o curso de extensão Análise dos Preconceitos na Mídia. Será das 11 às 13 horas na sala de reuniões do DLE, UFC, campus Benfica. É aberto a toda a comunidade, e é grátis. (Este aí na foto ao lado é o Bruno, meninas!).
Pra finalizar um post que era pra ter meia dúzia de linhas e muitas fotos, e acabou se transformando num compêndio, esta semana falei pra um aluno que não estava compreendendo muito bem um conto que terá de apresentar pra procurar um post aqui no blog, porque eu já havia escrito um pouquinho sobre o conto. Aí uma aluna doce ouviu e perguntou: "Ah, você tem um blog?"Eu com algumas professoras da UFRJ e UERJ (Susana à extrema direita -- só na foto!)

Sunday, March 4, 2012

PALESTRAS, AULAS, CURSO, LOLINHA PRECISANDO DE FÉRIAS

Queridas pessoas, vocês que moram no Rio estão cordialmente convidadas para irem a minha palestra e a do grupo de gênero amanhã, a partir das 18 horas (calculem umas duas horas, entre atrasos, discussões, perguntas etc), no IFCS da UFRJ. A minha palestra se chamará “Gênero e mídia: o problema dos estereótipos”, e eu tô preparando umas coisas bem legais, só que ainda falta muito, e eu não deveria estar escrevendo este post, e se eu não acabar a tempo vou ter que sapatear no palco. Palco?! Tava marcada pra uma sala, mas me falaram que a procura estava muito grande (falaram mesmo, o que me deixou preocupada e ansiosa), e pode ser que tenha sido transferida pra um auditório.
No dia seguinte, terça, das 9 às 13 horas, darei uma aula inaugural sobre gênero, educação e blogs para a especialização do Curso de Coordenação Pedagógica. Inicialmente fui convidada só pra essa aula, mas o pessoal começou a pedir uma palestra, e decidimos marcar a palestra também. Bom, a aula inaugural tem tudo pra ser muito interessante (o tema é ótimo). A professora Susana, da Faculdade de Filosofia, que é coordenadora do curso e foi quem me convidou, disse que a UFRJ não está divulgando muito essa aula, mas que o auditório é grande e quem quiser ir, pode ir. Só que é longe, no campus do Fundão -- Auditório do Centro de Tecnologia (CT), situado na Avenida Athos da Silveira Ramos n⁰ 274, Bloco A.
Meu tempo no Rio será super corrido. Chego amanhã às 4 da tarde no aeroporto e já volto pra Fortaleza às 18 h do dia seguinte. Mas espero que dê tempo pra falar com todo mundo. Quero muito conhecer todo mundo que está me mandando mensagens tão carinhosas. Eu morro de vergonha, não entendo essa empolgação toda, mas não vou negar que gosto. Obrigada por tudo, pessoal!
Aproveito pra comunicar à galera de Franca – SP que, na semana que vem (dias 12 e 13), estarei aí pra duas palestras: uma na Faculdade de Direito de Franca (a gente já definiu o título: “As faces do machismo e a relevância do movimento feminista hoje”), e outra na Unesp (“Como a mídia engessa as mulheres”). Lá será bem menos corrido que no Rio, porque ficarei duas noites. Só quero ver quando vou preparar as palestras...
E pra quem mora em Fortaleza, fica o convite pro curso de extensão Análise dos Preconceitos na Mídia. Será uma quinta-feira a cada duas semanas, das 11 às 13 h, na UFC, campus Benfica, sala de reuniões do DLE. O curso é aberto a toda comunidade (não precisa ser alun@ da UFC), é grátis, vale certificado, e é muito bacana. Mesmo. Eu tinha marcado pra começar as aulas na quinta, dia 8/3, mas terei reuniões nas próximas quintas, então adiei a primeira aula pro dia 22/3. Vá lá se inscrever na UFC.
Agora eu realmente preciso acabar de preparar tudo pra amanhã e terça... Vejo vocês lá. E quem quiser falar comigo, por favor, vá falar comigo. Lembrem-se que eu não conheço ninguém pessoalmente e que tenho péssima memória visual. Vai ser difícil eu reconhecer alguém pela fotinho do Twitter...
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